Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Hoje

Hoje, e desde há muito, que não me lembro sequer de haver um hoje, deambulo pelos pensamentos, pelos meus e pelos dos outros, e sei que não chego a conclusões. Logo agora, que as decisões desesperam. E eu devia desesperar com elas, no entanto hoje considero-me apática. Não estou bem, e devia estar, não estou mal, e devia estar. Nem me identifico.

 

O meu lado demasiado impulsivo desaponta-me. A verdade, é que agir nem sempre significa agir bem. E a consciência… A seguir vem o arrependimento. Ah o arrependimento! A minha massa encefálica sussurra-me ao ouvido para não ligar a esse vocábulo. Grita-me, senhora da razão, que mesmo com os erros aprendemos, aprender é bom, logo nunca deve existir arrependimento. Mas o Ser Humano, apesar de ser justamente grato a quem lhe dá conselhos, máquina de engenharia mais que complexa, onde os fluidos e as resistências são dificílimos de se definirem, nem sempre dá os ouvidos. Nem sempre, meus caros, ou quase nunca, se for sinónimo para causas perdidas.

 

O simples facto de não poder saber aquilo que se quer saber, juntamente com o direito que o Ser Humano tem ao Conhecimento, revolta! Mexe da semelhante maneira como mexe a quem lhe tiram o direito á civilização. Ter de medir palavras é insuportável. O silêncio é o som mais prazeroso e também o mais penoso. E os actos, por vezes, não falam por sim, e aí discursam completamente o contrário. E se não fosse assim, muitas coisas se evitariam, muitos males se removeriam, e muita frustração ignorada se transformaria. Mas as guerras são inevitáveis!

 

As confusões surgem na minha vida pessoal sem autorização e literalmente sem eu dar conta, ou quando dou, já é demasiado tarde. Sim existe cedo e tarde! Existem momentos oportunos e tudo isso!

 

Hoje não fui fiel a mim mesma, hoje não soube viver…

 

No entanto, talvez alguém saiba perceber o meu fascínio por vacas.

 


publicado por Filipa às 23:07
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1 comentário:
De esperoquenao a 10 de Dezembro de 2009 às 13:02
Foi muito por isso que decidi acabar com o LSD.

(Achei que seria uma boa frase. Não tem qualquer relação com o que escreveste. A não ser o facto de não fazer sentido. O que nos leva à brilhante conclusão de que a falta de sentido é a única coisa que faz sentido. Giro, mas não tanto como terminar um post , admitindo que és zoófila).

Adeus


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