Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Quero!

Quero um conto de fadas…

Quero um cavalheiro.
Um cavalheiro parvo e que me cative,
Um que transpire elegância e não tenha gabança.
 
E posso ser a gata borralheira,
Mas não uma qualquer.
 
O meu cavalheiro pode esquiar no Inverno
E velejar no Verão.
 
Eu posso trabalhar num sítio moderno.
 
Quero um cavalheiro com títulos,
Pode ser uma futura ordem do infante,
Para não precisar de enviar currículos.
Um que me encha de presentes,
Me abra as portas e me faça rir.
Rir, rir, rir, rir…
Um viajado, nos seus sonhos, nos meus…
E que quando for preciso me encha os pneus.
Um que substitua o anel por um par de sapatos Christian Louboutin,
E que de seguida, me ofereça bilhetes de avião para onde desejo ir.
E a sorrir, me tire a roupa sem que eu perceba,
Um que me faça sentir coisas boas
E que não me faça sentir coisas más,
Um que discuta e que me irrite,
Que também é importante.
Quero um cavalheiro que viva comigo,
Que ande comigo pelo infinito,
Tal como eu gosto de fazer, e ele sabe.
Com humor e aranhas na cabeça
Porque sem manhas perde a graça,
E todo o seu encanto me estarreça,
Mas não me estenda em qualquer praça.
Um que me saiba levar
E me ajude a sonhar,
E que entre a cor do meu sorriso
E todo o brilho do mundo,
Escolhesse o que é meu,
Não hesitasse um segundo.
Um cavalheiro com características diferentes,
Que me faça tremer e corar
Quando for falar.
Um que tenha assunto, que me dê assunto,
E silêncio quando precisar.
Um cavalheiro que combine comigo
Que me descubra, como uma ilha,
Uma tarde destas
Sem pressas…
E que devagarinho, conquiste Grécia
Para eu poder construir um castelo na Nova Zelândia,
Com vacas para mim
E elefantes com marfim.
Onde tudo o que é improvável se encontra
E no fim, ninguém tenha que pagar a conta.
Um cavalheiro que tenha fraque,
Também saiba andar descalço
Para qualquer eventual percalço.
Um que entre o meu anel de prata
E todo o ouro do mundo,
Não hesite um segundo.
Um que da imaginação puxe
Sem ursos de peluche,
Mas com acções, acções de valor.
Quando chegar o calor,
Não deixe entrar o frio, nem o morno
Nunca…
 
Só quero um cavalheiro,
Nem serralheiro, nem padeiro, nem engenheiro,
Só um conto de fadas, todas aperaltadas.
 
 
 

publicado por Filipa às 21:33
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De Inês a 5 de Fevereiro de 2010 às 16:09
o que tu queres sei eu


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